Quase nove em cada dez espanhóis culpam o Marrocos pela travessia em massa de migrantes para Ceuta no final de julho, enquanto a maioria classifica a gestão da crise pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez como “ruim” ou “muito ruim”, segundo uma pesquisa de opinião divulgada nesta segunda-feira (7), que também apontou uma queda no apoio ao partido dele, o PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol).
A pesquisa realizada pelo instituto 40dB com 2 mil pessoas, para o jornal “El País” e a emissora de rádio SER, também registrou um aumento nas intenções de voto nos conservadores e no partido de direita e anti-imigração Vox, em consonância com diversos outros levantamentos realizados após a onda de travessias na fronteira do enclave espanhol no norte da África, que resultou em mortes.
Para 89% dos entrevistados, o Marrocos foi o principal responsável pela crise, seguido por grupos de tráfico de pessoas (75%), pela disseminação de desinformação nas redes sociais (74%), pelos migrantes que decidiram fazer a travessia (73%) e pelo governo espanhol (72%), segundo a pesquisa da 40dB.
Apenas 14,2% avaliaram positivamente a condução da crise por Sanchez, com dois terços dos entrevistados afirmando que sua resposta foi lenta demais.
As intenções de voto combinadas para o conservador Partido Popular e para o Vox chegaram a 50,2%, fazendo com que sua potencial aliança de direita ultrapassasse a marca de 50% pela primeira vez em uma pesquisa de opinião durante esta legislatura.
