Dez dias após avalanche no Nepal, socorristas resgatam mais dois sobreviventes
O Nepal faz nesta segunda-feira (7) um dia de luto nacional em memória das vítimas da avalanche de 26 de agosto, enquanto cresce a impaciência das famílias dos milhares de desaparecidos.
Por ordem do governo, as bandeiras foram hasteadas a meio-mastro em prédios públicos "em homenagem a todos aqueles que perderam a vida na inundação devastadora e sem precedentes".
🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
A catástrofe deixou pelo menos 1.398 mortos e mais de 5.500 desaparecidos na fronteira entre Nepal e China, segundo balanços provisórios divulgados nesta segunda-feira.
Entre os desaparecidos estão muitos turistas e peregrinos estrangeiros, além de centenas de trabalhadores que estavam nas barragens destruídas pela avalanche.
Três pessoas, dois trabalhadores nepaleses e um chinês, foram resgatadas na sexta-feira (4) e no sábado (5).
As equipes de emergência também conseguiram retirar com vida, durante o fim de semana, uma idosa que estava presa entre os escombros de sua casa.
Pelo 13º dia consecutivo, as equipes de resgate procuram sobreviventes nos túneis, "com a mesma intensidade do primeiro dia", afirmou o Exército.
"Concentramos nossos esforços em três frentes: em terra, pelo ar e nos túneis", explicou à AFP o porta-voz militar Raja Ram Basnet.
Mas as famílias dos desaparecidos estão frustradas.
Nepal tem dia de luto 13 dias após avalanche devastadora
