O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passa o feriado de 7 de Setembro de 2026 em sua casa, no condomínio Solar de Brasília, na capital federal. É onde o ex-chefe do Executivo cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão pela tentativa de golpe de Estado. Teve domiciliar concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, por suas condições de saúde, mas segue com autorização limitada para visitas.
Em anos anteriores, enquanto estava no Palácio do Planalto e depois que deixou a Presidência, o feriado foi utilizado por Bolsonaro para organizar manifestações públicas com apoiadores. O último ato foi em 2024, quando pediu anistia pelos condenados do 8 de Janeiro.
No ano passado, houve manifestações de apoiadores, mas Bolsonaro não participou porque já cumpria prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica. Poucos dias depois, foi condenado pelo Supremo.
Em 2026, a manifestação do seu grupo político será na avenida Paulista, em São Paulo, e liderada por seu filho, o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Visitas e restrições
Em 21 de agosto, Moraes voltou a permitir que os filhos Carlos e Jair Renan visitem o pai. O ministro reforçou que os encontros não podem ter finalidade político-eleitoral ou viabilizar a divulgação de manifestos político-eleitorais. Em 17 de julho, todas as visitas ao ex-presidente tinham sido suspensas por 30 dias, com exceção de médicos e advogados.
