O Congresso encerrou a última semana de esforço concentrado antes do primeiro turno sem votar duas propostas caras ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva. A PEC que acaba com a escala 6x1 e a PEC da Segurança Pública avançaram na CCJ do Senado, mas não chegaram ao plenário. A próxima rodada de votações presenciais deve ocorrer depois de 4 de outubro, data do primeiro turno das eleições.
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A decisão representa um revés para o Palácio do Planalto. O governo pretendia concluir a análise das duas propostas antes da eleição, já que uma aprovação permitiria a Lula apresentar os resultados durante a campanha.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), confirmou na quinta-feira 3 que a PEC da 6x1 será votada no plenário somente depois das eleições. A proposta precisa de 49 votos em dois turnos para avançar. O texto reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, sem corte salarial, e prevê dois dias de descanso remunerado.
Segurança também fica para depois
A PEC da Segurança Pública seguiu caminho semelhante. O texto avançou na CCJ, mas não foi levado ao plenário. A proposta altera as regras de atuação da União, dos Estados e dos municípios no combate ao crime organizado.
O adiamento também frustra a estratégia eleitoral de aliados do governo. A intenção era transformar as pautas em vitrines da campanha à reeleição.
O calendário ainda pode produzir outro cenário.
