Extrema-direita vence eleição estadual na Alemanha
"Sísmico", "um terremoto sociopolítico", "um momento decisivo para a Alemanha".
Foi assim que analistas políticos e muitos meios de comunicação descreveram a impressionante vitória do partido anti-imigração Alternativa para a Alemanha (AfD) nas eleições locais realizadas na Alemanha no domingo. Isso é um exagero?
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A Saxônia-Anhalt é uma das menores entre as 16 regiões da vasta Alemanha. Tem apenas 1,7 milhão dos 59 milhões de eleitores em todo o país. Quão significativos podem ser seus sentimentos políticos, especialmente considerando que a AfD não conseguiu, por pouco, obter uma maioria absoluta?
A resposta: muito significativos. Em primeiro lugar, em casa, na Alemanha.
Embora a votação tenha sido regional, seu impacto é nacional. A vitória esmagadora da AfD aumenta ainda mais a pressão sobre o já fragilizado governo de coalizão centrista em Berlim.
Pode vir a ser o golpe final para o impopular chanceler conservador alemão, Friedrich Merz, que havia prometido reduzir drasticamente a popularidade do partido.
Esses problemas políticos irão enfraquecer e distrair ainda mais a Alemanha, o ator mais poderoso da União Europeia, em um momento de crise continental, enquanto a Europa luta para conter a agressão russa, as disputas tarifárias de Donald Trump e a ameaça econômica da China.
O dilema da Europa após direita radical na Alemanha obter vitória estadual inédita desde a 2ª Guerra
