Uma pesquisa publicada na 4ª feira (1º.set.2026) no Journal of Applied Ecology propõe 10 diretrizes para orientar projetos de restauração ecológica com base em evidências. O estudo, desenvolvido por cientistas e profissionais de 7 países, sistematiza como aplicar conhecimentos científicos, tradicionais e práticos nas decisões de restauração de ecossistemas.
A publicação busca preencher uma lacuna identificada na literatura da área. Embora trabalhos anteriores já indicassem os benefícios do uso de evidências para melhorar resultados de restauração, faltava um guia prático sobre como aplicá-las. O estudo conta com apoio da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) por meio do núcleo BIOTA Síntese e pode ser adaptado a diferentes ecossistemas ao redor do mundo.
“Estudos anteriores já apontavam que era benéfico usar evidências para melhorar os resultados da restauração, mas, para quem buscava aplicar essas evidências, ainda faltava um guia prático de como fazer e quais cuidados tomar”, afirmou Rafael Chaves, autor brasileiro do estudo, vice-diretor do BIOTA Síntese e especialista ambiental do IPA (Instituto de Pesquisas Ambientais).
As 10 diretrizes
O ponto de partida proposto pelo estudo é o chamado knowledge brokering, que consiste em garantir um sistema de articulação dos conhecimentos disponíveis.
