Feriados que remetem à história do Brasil também podem ser uma oportunidade para revisitar momentos decisivos do país por meio do cinema. Da colonização à redemocratização, filmes e documentários nacionais retratam episódios como a escravização, a Era Vargas, a ditadura militar e as crises políticas mais recentes, além de oferecerem diferentes perspectivas sobre acontecimentos que ajudam a explicar o Brasil de hoje.
Especialistas, no entanto, recomendam assistir a mais de uma produção sobre o mesmo período para comparar abordagens e evitar que a visão de um único filme seja tomada como retrato definitivo da história.
Historiadores que estudam a relação entre audiovisual e ensino defendem que os filmes não substituem a pesquisa histórica, mas funcionam como um primeiro contato afetivo com períodos que, de outra forma, permanecem abstratos.
Para Flávio Vilas Boas Trovão, professor do mestrado profissional de história da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) e autor do livro “História das Américas através do cinema”, o audiovisual tem a vantagem de aproximar o espectador de referências que já fazem parte do seu repertório.
Segundo ele, o cinema ajuda a “aproximar figuras e episódios com os quais os estudantes já têm contato por serem lembrados em feriados, nomes de rua ou livros didáticos”.
Essa aproximação, no entanto, não dispensa cuidado crítico.
