A gravidez em idade avançada traz desafios específicos para a saúde materna e fetal.
No programa CNN Sinais Vitais, com Dr. Roberto Kalil, Rosiane Mattar e Karina Belickas discutiram as principais complicações que podem surgir durante a gestação e a importância de um acompanhamento médico contínuo.
Adaptações do organismo e riscos de complicações
Durante a gestação, o organismo feminino passa por uma série de adaptações para lidar com o aumento do volume de líquidos no corpo. Segundo Karina Belickas, o coração e os rins precisam se reorganizar para dar conta dessas mudanças.
“A pressão acaba subindo por uma dificuldade em lidar com esse aumento de volemia”, explicou a especialista, acrescentando que os vasos sanguíneos nem sempre conseguem dilatar o suficiente para comportar esse volume adicional, o que pode elevar a pressão arterial e favorecer o desenvolvimento da pré-eclâmpsia.
Outro risco relevante é o diabetes gestacional. De acordo com Karina Belickas, a placenta produz um hormônio chamado lactogênio placentário, que provoca resistência à insulina periférica.
Esse processo se intensifica a partir de 24 a 26 semanas de gestação, embora o diagnóstico possa ocorrer já no primeiro trimestre. “Esse risco aumenta depois de 24, 26 semanas”, destacou a especialista.
Consequências do diabetes gestacional não controlado
Quando o diabetes gestacional não está adequadamente compensado, as consequências podem afetar tanto a mãe quanto o bebê.
