A FNCE (Frente Nacional dos Consumidores de Energia) deve encaminhar uma carta aberta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao MME (Ministério de Minas e Energia), além de divulgar uma nota de repúdio, sobre a possibilidade de que a tarifa da usina de Itaipu Binacional possa ficar em torno de US$ 15 por kW/mês a partir de 2027.
A reação ocorre após a CNN revelar, com exclusividade, que o governo brasileiro trabalha internamente com esse patamar para a energia da hidrelétrica no ano que vem. Em nova entrevista exclusiva, o presidente da entidade, Luiz Eduardo Barata, classificou o valor como inaceitável e cobrou o cumprimento dos compromissos assumidos por Brasil e Paraguai.
Barata, que já ocupou posições gerenciais e técnicas no ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), na Eletrobrás e na própria Itaipu, diz que a tarifa já deveria estar em torno de US$ 10 e US$ 12 por kW/mês desde 2024, após a quitação da dívida contraída para construir a usina.
O patamar de US$ 15 representaria uma redução em relação ao Cuse (Custo Unitário dos Serviços de Eletricidade) de US$ 19,28 por kW/mês, estabelecido para 2024, 2025 e 2026. Entretanto, ficaria acima da faixa de US$ 10 a US$ 12 associada pelo próprio governo brasileiro, pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e em US$ 9 por especialistas ao custo estrito de operação da binacional.
A cobrança de Barata se apoia no entendimento firmado pelos dois países em abril de 2024.
