O calendário cívico brasileiro reserva a primeira semana de setembro para lembrar o processo de emancipação política do país. Instituída por decreto federal ainda na primeira metade do século 20, a Semana da Pátria vai de 1º a 7 de setembro e tem no Grito do Ipiranga seu ponto auge.
Mas reduzir a Independência a um único gesto, tomado por uma única pessoa às margens de um riacho em São Paulo, é uma simplificação que a historiografia mais recente vem corrigindo.
Documentos, correspondências e atas de época mostram que a separação entre Brasil e Portugal resultou de uma articulação política, diplomática e até bélica que envolveu nomes menos lembrados nos livros didáticos. A seguir, a CNN Brasil listou cinco figuras cuja atuação ajuda a entender o que estava em jogo naquele mês de setembro de 1822.
Príncipe regente do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, Pedro de Alcântara enfrentava, em 1822, pressão crescente das Cortes de Lisboa para retornar à Europa e reduzir o Brasil novamente à condição de colônia.
A recusa em obedecer a essa determinação, somada ao apoio de setores da elite brasileira favoráveis à separação, levou à declaração de ruptura registrada na margem do rio Ipiranga, em 7 de setembro.
A frase que resume o rompimento, “Independência ou Morte!”, tornou-se símbolo oficial do processo e consta em registros de memorialistas que acompanharam a comitiva.
