O advogado-geral da União, Jorge Messias, defendeu neste domingo (6.set.2026) que a função pública jamais deve ser orientada por “amizades, afinidades ou circunstâncias pessoais”. A declaração se dá depois de a Polícia Federal levantar a hipótese de que a preservação da relação política entre Messias e o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, tenha influenciado a decisão da Advocacia Geral da União de não atender a pedidos da corporação relacionados a investigações sob relatoria do magistrado.
Messias não mencionou diretamente Mendonça, a PF ou os relatórios da corporação. Em nota publicada em seu perfil no Instagram, disse que questões de Estado devem ser tratadas com “impessoalidade, fundamento técnico e transparência”.
“A função pública jamais deve se orientar por amizades, afinidades ou circunstâncias pessoais, mas pela Constituição e pelas regras da República”, declarou.
O ministro da AGU ainda declarou ter respaldo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para exercer suas atribuições com independência.
“Tenho de Sua Excelência o necessário respaldo para executar minhas atribuições, com independência técnica, rigor jurídico e absoluta fidelidade à Constituição”, disse.
“Considerando diversas interpretações sobre meus recentes posicionamentos institucionais, venho registrar a seguinte manifestação:“
“Questões de Estado devem ser tratadas à altura dos mandamentos constitucionais, com impessoalidade, fundamento técnico e transparência.
