Não há nada como um refrigerante gelado em um dia quente, especialmente se ele for servido na garrafa de vidro, formato popularmente considerado mais refrescante e saboroso. Mas será que isso é verdade?
A ciência diz que sim. Isso porque a embalagem pode influenciar as características da bebida, especialmente no que diz respeito à manutenção do gás carbônico presente no líquido e à conservação ao longo do tempo.
Sabe aquela sensação de tomar um refrigerante bem gelado, cheio de bolhas e com aquele “estalo” na boca? Boa parte disso tem a ver com o CO₂ dissolvido na bebida.
É o gás carbônico que dá origem à carbonatação e ajuda a criar aquela sensação de frescor e intensidade que sentimos ao beber. E aí entra uma diferença entre as embalagens.
O vidro é uma barreira muito eficiente para gases. Já o PET é um material semipermeável. Com o tempo, pequenas quantidades de CO₂ podem atravessar a parede da garrafa e escapar para o ambiente. Estudos com bebidas gaseificadas mostram que essa perda de gás pode acontecer durante o armazenamento.
Por isso, em condições semelhantes, uma bebida armazenada em vidro tende a conservar melhor a carbonatação por mais tempo.
Além disso, o CO₂ também participa da forma como percebemos os aromas da bebida. Quando abrimos o refrigerante, a liberação do gás ajuda a transportar compostos aromáticos voláteis para o espaço acima do líquido. Esses compostos chegam ao nariz e contribuem para aquilo que percebemos como sabor.
