SÃO LUÍS - Em 2025, o Maranhão atingiu um recorde de 657 transplantes ao incentivar o diálogo sobre doação de órgãos. No Brasil, a autorização para a retirada de órgãos e tecidos de pessoas falecidas depende da decisão dos familiares. Por isso, especialistas reforçam que declarar a vontade de ser doador e compartilhar essa informação com pessoas próximas é fundamental.
“Doar órgãos é permitir que, mesmo diante da dor de uma despedida, a vida possa continuar em outras pessoas”, afirma Polianna Bortolon, chefe da Unidade de Transplantes do Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão (HU-UFMA).
O tema ganha destaque no Dia Nacional da Doação de Órgãos, celebrado em 27 de setembro, data criada para ampliar a conscientização sobre a importância da doação e esclarecer como funciona todo o processo, que envolve desde a identificação de um possível doador até a chegada dos órgãos aos pacientes que aguardam por um transplante.
Em 2025, o Maranhão alcançou o marco de 657 procedimentos, incluindo 525 de córneas, 95 de rins, 32 de fígado, 1 de coração e 4 de medula.
Informação ajuda na decisão das famílias
Segundo especialistas, o diálogo prévio sobre a doação contribui para que os familiares tenham mais segurança no momento de uma decisão difícil. A informação e o acolhimento são considerados pontos essenciais para aumentar o número de doações.
