O mercado físico do boi gordo foi pautado por um movimento mais acomodado nos negócios em agosto.
Segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, o mês iniciou com preços aquecidos na compra de gado, mas foram cedendo ao longo das semanas em meio à incidência de animais de parceria e a utilização de confinamentos próprios pela indústria frigorífica, em especial as de maior porte.
“Isso permitiu uma boa composição das escalas de abate. Ainda assim, a média de preços nas praças em agosto ficou acima da verificada no fechamento de julho”, contextualiza.
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Para o mês de setembro, Iglesias sinaliza que o mercado tende a trabalhar com uma maior possibilidade de alta no preço da arroba.
“Esse movimento pode ser pautado por um avanço nas vendas de cortes do dianteiro bovino do Brasil aos Estados Unidos com a flexibilização de tarifas válidas pelos próximos três meses para um volume de 300 mil toneladas.”
Ainda assim, o analista reforça que não há espaço para movimentos explosivos de avanços nas cotações, uma vez que passou a valer nesta última quinta-feira (3) a interrupção dos embarques brasileiros de carne bovina para a União Europeia, devido às mudanças nas normas sanitárias com relação ao uso de antimicrobianos.
