O Supremo Tribunal Federal tem atualmente 10 ministros em atividade, com mandatos que se estendem de 2028 a 2050. Os cargos são vitalícios, mas a Constituição impõe aposentadoria compulsória aos 75 anos, regra válida para todos os tribunais superiores e cargos da magistratura federal.
Cinco presidentes diferentes respondem pelas indicações que compõem o atual plenário. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o presidente com mais nomes indicados na Corte, com 4 ministros: Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Cristiano Zanin e Flávio Dino.
Eis os demais ministros
Gilmar Mendes -indicado Fernando Henrique Cardoso (PSDB);
Luiz Fux e Edson Fachin -indicados por Dilma Rousseff (PT);
Alexandre de Moraes -indicado por Michel Temer (MDB);
Nunes Marques e André Mendonça -indicados por Jair Bolsonaro (PL).
CRISE NO STF
A autoria da indicação dos ministros voltou a ser tema com a crescente crise no Supremo envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça.
O racha entre eles se intensificou nesta semana depois que documentos e mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, foram tornados públicos. A divulgação expôs a relação entre Vorcaro e Moraes e, na sequência, desencadeou uma disputa entre os 2 ministros sobre a condução das investigações.
A PGR (Procuradoria Geral da República) defende a nulidade de atos praticados por Mendonça, enquanto Moraes pediu a abertura de uma investigação contra o colega no Inquérito das Fake News.
