Associações que representam as carreiras da Advocacia Pública Federal saíram em defesa do advogado-geral da União, Jorge Messias, após relatório de inteligência da Polícia Federal levantar a hipótese de que uma “relação política” com o ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), teria influenciado a atuação da AGU (Advocacia-Geral da União).
O documento da PF não é assinado, não traz data e, segundo a própria corporação, tem caráter de inteligência e não possui valor probatório.
Em nota pública divulgada nesta domingo (6), as associações afirmaram que uma divergência sobre estratégia jurídica não pode ser convertida em “elemento de suspeição” antes da análise dos fundamentos técnicos que embasaram a decisão da Advocacia-Geral da União.
“O que não se mostra adequado é converter uma divergência de estratégia jurídica em elemento de suspeição antes do conhecimento e da avaliação dos fundamentos técnicojurídicos que orientaram a decisão institucional”, diz a nota.
O documento foi divulgado em meio à repercussão de relatório de inteligência da PF que analisou a decisão da AGU de não adotar medidas jurídicas contra atos de Mendonça e apontou, entre as hipóteses consideradas, uma possível motivação política na atuação do órgão.
