Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desenvolveram uma levedura geneticamente modificada que pode aumentar a eficiência da produção de etanol de milho. A tecnologia permite aproveitar parte do amido que normalmente não é convertido durante o processo de fermentação, abrindo a possibilidade de produzir mais biocombustível utilizando a mesma quantidade de matéria-prima.
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A nova linhagem também pode reduzir a necessidade de adicionar enzimas comerciais durante o processo, diminuindo custos para a indústria. Os resultados foram obtidos em testes de bancada e agora a tecnologia passa por uma etapa de validação em escalas maiores.
O trabalho foi desenvolvido por pesquisadores do Laboratório de Genômica e bioEnergia do Instituto de Biologia (IB) da Unicamp, sob coordenação do professor Gonçalo Amarante Guimarães Pereira.
A tecnologia foi protegida e licenciada para a Bionfood, empresa-filha da universidade, por meio de estratégia da Agência de Inovação da Unicamp (Inova Unicamp), com interveniência da Fundação de Desenvolvimento da Unicamp (Funcamp).
O desenvolvimento busca solucionar um dos gargalos da produção de etanol a partir do milho. Diferentemente da cana-de-açúcar, o milho tem como principal componente o amido, formado por longas cadeias de moléculas de glicose.
