A Intelis (União dos Profissionais de Inteligência de Estado da Abin) criticou publicamente o conteúdo de um relatório de inteligência atribuído à Polícia Federal e utilizado por Alexandre de Moraes em decisão que apontou suposto “viés político” de André Mendonça na condução de investigações.
Para explicar o posicionamento da entidade, Adriana Abrão, porta-voz da Intelis, concedeu entrevista ao CNN Agora deste domingo (6) e detalhou as razões pelas quais o documento foi alvo de críticas.
Adriana esclareceu que a Intelis não está questionando o conteúdo do documento em si, mas sim sua forma. “Não é o objetivo da associação, e não nos cabe, não nos compete, não é a nossa atribuição dizer sobre o mérito do documento intitulado Relint da Polícia Federal“, afirmou.
Segundo ela, o foco da entidade foi estabelecer “uma separação necessária entre o que é atividade de inteligência e o que é perseguição penal”.
A porta-voz explicou que, na avaliação da Intelis, o documento não observou a metodologia específica da atividade de inteligência, prevista na doutrina da área e estabelecida por portaria da Abin (Agência Brasileira de Inteligência).
Segundo Adriana, a doutrina nacional de inteligência tem como objetivo mitigar erros, vieses e influências ideológicas na produção de conhecimento, além de viabilizar a integração entre os diversos órgãos que atuam na área.
