A Justiça do Rio de Janeiro condenou o ex-governador Sérgio Cabral a pagar R$ 1 milhão em danos morais coletivos por improbidade administrativa em um esquema de regalias nas prisões de José Frederico Marques, em Benfica, e na Penitenciária de Bangu VIII. Condenado a mais de 390 anos no âmbito da Operação Lava Jato, ele ficou preso preventivamente entre 2016 e 2023.
Um dos itens que consta em nome de Cabral, segundo a investigação, é o chá de luxo TWG, de Singapura. Nas imagens anexadas ao processo, o chá da marca encontrado em meio às regalias do ex-governador chama-se “Alfonso Tea”, que custa US$ 25 (cerca de R$ 128) na loja oficial.
O “Alfonso Tea” é um chá preto com notas florais de manga e calêndula, que vem em saquinhos dentro de uma caixa de metal.
O chá não foi o único privilégio de Cabral na prisão. Segundo a decisão da 4ª Câmara de Direito Público, o esquema forneceu home theater, televisão de 65 polegadas e alimentos.
Um dos maiores benefícios foi a chamada “videoteca do Cabral”, onde ficava uma televisão de 65 polegadas e aparelho de home theater. As investigações mostraram ainda que havia falta de monitoramento de Cabral no circuito interno de segurança e ingresso de visitas não registradas.
