Palácio do Planalto, políticos aliados de Lula e uma ala do Supremo Tribunal Federal estão colocando em prática um acordo para preservar ao máximo o ministro Alexandre de Moraes, vice-presidente da Corte, de ser investigado sobre as suspeitas que pesam sobre ele a respeito de possível relacionamento impróprio e ilegal com o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro.
O grupo no STF que inclui Gilmar Mendes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Moraes tem por objetivo evitar que a atual crise modifique a correlação de forças na maior Corte do país.
Caso o presidente do STF, Edson Fachin, autorize as investigações contra Moraes, ficará irreversível a fragilização do magistrado. Há muitos indícios de ilegalidade na relação entre o ministro e Vorcaro.
Na hipótese de confirmação de que Moraes atuou a favor de Vorcaro, pode se configurar que o ministro cometeu um crime. Trata-se da maior crise institucional do Supremo em toda a sua história.
Em 6 de março de 2026, a Secretaria de Comunicação do STF publicou uma nota de Moraes negando ter recebido mensagens do fundador do Master. Em suma, Moraes negou por escrito ser o destinatário. Se agora se comprovar que mentiu, sua situação se agrava ainda mais.
INVESTIGAÇÕES
O ministro André Mendonça tornou público na 3ª feira (1º.set.2026) o conteúdo das investigações sobre o Master. Há 52 mensagens de Vorcaro para o celular de Moraes. Estavam no bloco de notas do celular do fundador do Master. As respostas de Moraes não aparecem.
