Pesquisas realizadas no Acre evidenciam diferentes efeitos do desmatamento na dinâmica da leishmaniose e da doença de Chagas na Amazônia. Os cientistas descobriram que áreas devastadas há mais tempo concentram maior abundância de mosquitos-palha, transmissores do protozoário do gênero Leishmania.
Também mostraram que paisagens com menor cobertura florestal aumentam a probabilidade de barbeiros estarem infectados pelo parasita da doença de Chagas, sobretudo próximo a moradias.
Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
Esses resultados ajudam a compreender mecanismos de transmissão de infecções endêmicas e podem contribuir para aprimorar a vigilância epidemiológica na região. Eles se somam a um terceiro trabalho, divulgado em 2025 pelo mesmo grupo, que detectou maior risco de malária em áreas parcialmente degradadas, com 50% de cobertura.
Os estudos sobre a relação entre mudanças no uso da terra na floresta tropical e transmissão de doenças reforça a importância de incorporar indicadores ambientais a estratégias de saúde.
Doenças tropicais negligenciadas
Além de malária e leishmaniose serem consideradas endêmicas na Amazônia, elas estão na lista de doenças tropicais negligenciadas (DTNs), juntamente com a de Chagas.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica as DTNs como um problema de saúde pública, com cerca de 1,4 bilhão de pessoas afetadas.
