Policiais nepaleses e integrantes da Força Policial Armada (APF) revistam a casa de Chandika Kumari Shrestha, resgatada com vida no sábado (5), em busca de outros sobreviventes e vítimas das enchentes e dos deslizamentos de terra em Betrawati, no distrito de Nuwakot, Nepal, em 6 de setembro de 2026.
REUTERS/Adnan Abidi
Acreditando que ela tivesse morrido nas enchentes que devastaram o Nepal, a família de Chandika Kumari Shrestha iniciou o ritual de luto pela morte da idosa.
Dez dias depois, equipes de resgate a encontraram viva dentro de sua casa, que havia desabado na devastada vila de Betrawati. Kumari sobreviveu em uma pequena bolsa de ar, cercada por água e lama.
“A casa de quatro andares foi levada pelas enchentes e ficou no meio de areia movediça. Enquanto caminhávamos ao redor dela, ouvimos uma voz dizendo: ‘Salve-me’”, contou o policial Mahendra Darnal.
Em uma operação de resgate no sábado (5), que durou 45 minutos, Darnal e sua equipe encontraram Shrestha presa em um espaço confinado e a levaram para um hospital do Exército.
Equipes encontram dois sobreviventes no Nepal
“Eu estava em contato com a família e eles já haviam iniciado o período de luto de 11 dias”, disse Darnal.
Shrestha estava entre as centenas de desaparecidos em Betrawati, uma das áreas mais atingidas pelas enchentes no Nepal. A região ficou coberta por depósitos de lama branca, compactados quase como concreto. Equipes continuavam trabalhando para localizar dezenas de corpos.
Mulher é encontrada viva no Nepal dias após família iniciar rituais fúnebres
