No último sábado, 5, a partida entre Juventude e Atlético-GO, pela Série B do Brasileirão, ficou marcada por mais uma acusação racismo no estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul.
O jogo já estava encerrado, quando o goleiro da equipe goiana, Paulo Vítor, discutiu com jogadores do time gaúcho, sinalizando para a torcida atrás do gol que havia defendido. Na sequência, ele mesmo foi até o árbitro Ramon Abatti Abel que, imeditamente, acionou o protocolo antirracismo.
Em entrevista pós-jogo, Júnior Mortosa, gerente de futebol do Atlético-GO, disse que o Paulo Vítor foi chamado de “macaco” por um torcedor que se aproximou do alambrado. “Ele já comunicou ao árbitro, que relatou, chamou o policiamento, fez o gesto de racismo e está na súmula, que ele vai divulgar em breve na CBF”, declarou Mortosa.
Na sequência, torcedores do Juventude vaiaram o protocolo e gritaram “timinho” para a equipe goiana.
Em conversa com o goleiro, as autoridades disseram que tentarão identificar o torcedor racista por meio das câmeras de monitoramento do estádio.
Casos de racismo no Alfredo Jaconi
Esse não é o primeiro caso do tipo relatado no Alfredo Jaconi. O Juventude carrega a marca histórica no futebol brasileiro de ter sido o primeiro clube punido pelo STJD por atos racistas, em novembro de 2005. Na ocasião, torcedores cometeram injúria contra o jogador Tinga, à época no Internacional.
