O impacto da inadimplência no resultado dos bancos cresceu no 2º trimestre de 2026. O Banco do Brasil é disparado o mais afetado. A instituição passa por uma piora na qualidade de sua carteira de crédito, puxada principalmente pelo agronegócio, mas outras áreas também começam a mostrar deterioração mais evidente.
A inadimplência acima de 90 dias chegou a 5,6% no 2º trimestre de 2026, ante 4% um ano antes. No agronegócio, no mesmo período, passou de 3,2% um ano antes para 6,3% em junho.
O aumento das dívidas também atinge as pessoas físicas com mais força. A inadimplência acima de 90 dias passou de 6,8% no 1º trimestre para 8,4% no 2º trimestre de 2026. Há um ano, o indicador era de 5,6%.
Para o especialista em investimentos e sócio da Anvex Capital, Fernando Benavenuto, esse é o desenvolvimento mais relevante do último balanço do banco.
“Se o estresse inicial teve origem no agronegócio, os dados mais recentes mostram uma deterioração que já extrapolou esse segmento e alcançou a pessoa física de forma expressiva. A inadimplência acima de 90 dias na pessoa física avançou de forma acentuada no trimestre, com destaque negativo para o cartão de crédito. O agro foi o gatilho, mas o problema hoje é sistêmico dentro da carteira, o que torna a normalização mais dependente do ciclo macro”, afirmou ao Poder360.
O Citi reduziu sua estimativa de lucro do BB para 2027, de R$ 18 bilhões para R$ 16,6 bilhões depois dos resultados do 2º trimestre.
