Diante de uma fileira de cadáveres cobertos por invólucros brancos, o presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, anunciou o resultado de uma das maiores operações militares realizadas no país nos últimos anos. Ao lado do ministro da Defesa, Jorge Eduardo Mora López, e da cúpula das forças de segurança, o chefe de Estado afirmou que 23 integrantes de uma dissidência das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) morreram e outros seis foram capturados.
As imagens aparecem em um vídeo divulgado pelo próprio presidente. Nas imagens, Espriella caminha diante dos corpos e apresenta as armas apreendidas durante a Operação Azarías, realizada em 30 de agosto na região de Lagos del Dorado, área rural de Miraflores, no departamento de Guaviare.
O alvo foi o Frente Carolina Ramírez, grupo subordinado a Iván Mordisco, um dos principais comandantes das facções que rejeitaram o acordo de paz firmado em 2016. De acordo com o governo, a ofensiva atingiu a estrutura de comando da organização e reduziu sua capacidade de controlar territórios na região amazônica.
Entre os mortos estava o homem conhecido como Tigre ou Pintado, identificado pelas autoridades como chefe do Frente Carolina Ramírez e integrante do círculo de confiança de Mordisco. Entre os presos está o membro conhecido como Víctor, apontado como outro dirigente da facção.
Os militares também apreenderam 28 fuzis, quatro metralhadoras, três pistolas, explosivos e outros materiais de guerra.
