O presidente do Santos, Marcelo Teixeira, revelou que o passivo do clube aumentou em R$ 250 milhões nos últimos dois anos por conta de impostos e da adesão ao Profut. O dirigente defendeu uma nova negociação das dívidas dos clubes com o Governo Federal.
A avaliação de Teixeira é de que o atual nível das taxas de juros dificulta a recuperação financeira das equipes. Para ele, mesmo clubes que controlam os gastos enfrentam dificuldades para reduzir débitos acumulados de gestões anteriores.
Clubes buscam alternativa para as dívidas
Marcelo Teixeira destacou uma iniciativa conjunta de clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro para discutir com o Governo Federal alternativas para o pagamento das dívidas.
A proposta, segundo o presidente santista, é encontrar um modelo que reduza o peso dos juros e impeça que os passivos continuem crescendo de forma acumulativa.
“A cada período do exercício do Santos, durante esse período de dois anos da gestão, nós tivemos um aumento de 250 milhões decorrente apenas dos impostos e da adesão ao Profut”, afirmou Teixeira em entrevista ao Rica Perrone.
Na avaliação do presidente do Santos, os clubes acabam direcionando receitas para compromissos do dia a dia, sem conseguir atacar de maneira significativa as dívidas históricas.
“Por mais que você controle financeiramente a sua agremiação, você tem uma bola de neve correndo contra os clubes”.
“É impossível você zerar. Qual a lógica do futebol brasileiro hoje?
