Autoridades chinesas informaram neste domingo (6) que equipes de resgate recuperaram mais 12 corpos, enquanto prosseguiam as buscas por centenas de pessoas ainda desaparecidas após um deslizamento de lama semelhante a um tsunami destruir a principal passagem de fronteira da China com o Nepal.
Equipes de resgate vestindo uniformes laranja-vivo utilizaram escavadeiras, pás e radares de inserção no solo para vasculhar o local da passagem de fronteira de Gyirong, agora soterrado.
A passagem de fronteira tornou-se um símbolo sombrio da devastação causada pelo colapso de uma geleira no lado nepalês da fronteira, em 26 de agosto; vídeos mostraram uma onda negra de água, lama e detritos varrendo o local com pouco aviso prévio.
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A Reuters e outras agências de notícias visitaram o posto fronteiriço terrestre, situado em um estreito desfiladeiro fluvial, durante a primeira viagem organizada pelo Ministério das Relações Exteriores da China para a imprensa internacional, realizada neste domingo.
O deslizamento de lama matou mais de 1.300 pessoas em ambos os lados da fronteira, deixando mais de cinco mil desaparecidos.
No lado chinês, 43 mortes foram confirmadas e 519 pessoas continuavam desaparecidas até sábado (5).
