A NASA ampliou a capacidade da Deep Space Network (DSN) com a entrada em operação de uma nova antena de radiofrequência de 34 metros no complexo Goldstone, próximo a Barstow, na Califórnia. A estrutura, chamada Deep Space Station 23 (DSS-23), começou a operar em 3 de agosto e foi usada inicialmente para rastrear o Observatório de Raios-X Chandra.
A expansão ocorre em meio ao aumento da demanda pela rede de comunicação de longa distância da agência. Mais de 40 espaçonaves que exploram o Sistema Solar e o espaço interestelar dependem da DSN, que também precisa atender às missões do programa Artemis. As comunicações das missões Artemis 1, em 2022, e Artemis 2, em 2026, receberam prioridade durante suas viagens ao redor da Lua, reduzindo a capacidade disponível para outras missões.
Rede atende missões humanas e robóticas
A DSN foi criada para atender tanto espaçonaves tripuladas quanto robóticas. A rede atual possui três complexos: Goldstone, na Califórnia; Madri, na Espanha; e Canberra, na Austrália.
Cada complexo conta com uma antena de 70 metros, além de estruturas menores. A nova DSS-23 tem aproximadamente metade do tamanho dessas maiores antenas e foi instalada junto às demais estruturas de Goldstone.
A rede tem uma longa participação na exploração espacial. A DSN ajudou a transmitir as comunicações da caminhada de Neil Armstrong na Lua, em 20 de julho de 1969, durante a missão Apollo 11.
