Cada vez que vejo notícias sobre a Guiana e sua prosperidade gigantesca, que vem ocorrendo nos últimos cinco anos, pergunto-me como o Brasil, com todo esse potencial e com 526 anos de “existência”, ainda se apresenta como um país com tamanho subdesenvolvimento, a ponto de, se existisse uma colocação de Quarto Mundo, lá estarmos. Claro, não vou deixar de lado todas as grandes conquistas de diversas áreas que já testemunhamos, mas elas são incipientes em relação ao que temos e podemos. Embora possam se destacar por algum momento, elas são pouco persistentes, demonstram baixa permanência e apresentam, logo a seguir, o nosso retorno para um lugar mais fundo do que aquele de onde começamos.
Se há uma coisa que desmoralizou o Brasil de forma mortal, foram as políticas ambientais, seguidas agora pelas climáticas. Juntas, estas formam o binômio indissociável ambiental-climático, que já comentamos preteritamente em outras ocasiões. O resultado dessas ações está por toda parte, com legislações altamente restritivas ao uso dos recursos naturais, do solo e da água, proibição do livre acesso constitucional aos diversos lugares públicos do Brasil, imobilização de áreas públicas e privadas, além do total controle do Estado sobre o uso, o destino e o desempenho das propriedades e de suas atividades realizadas no âmbito estritamente privado.
