Muitos conhecem o famoso conselho maquiavélico de que, se um líder tiver de escolher, é mais seguro ser temido que amado. Enquanto o amor depende da boa vontade dos outros e pode falhar, o medo impõe respeito e obediência.
A referida orientação é fruto das amargas experiências de Maquiavel na vida pública. Nascido na cidade de Florença, na Itália, durante o auge do Renascimento, foi diplomata e ocupou importantes cargos públicos. Aprendeu muito, simplesmente observando os erros e acertos dos que governavam.
Entretanto, com a retomada do poder pela família Médici, em 1512, Maquiavel foi acusado de conspiração, preso, torturado e condenado ao exílio. Durante o período em que esteve exilado, refugiou-se no campo e escreveu O Príncipe, com a intenção de presenteá-lo a Lorenzo de Médici, objetivando provar sua competência e recuperar a liberdade.
Na citada obra clássica, encontramos um pensamento ético que não é especificamente voltado para a esfera cotidiana do homem comum. Assim, nasceu uma série de orientações para a arte de governar de forma pragmática. O que a priori pode soar como frio, calculista e até perverso revela-se necessário para uma governança eficiente.
Dentre os conselhos de Maquiavel, há um de extrema importância, mas que não é tão divulgado quanto os demais. Refere-se à necessidade de não dar ouvidos apenas aos bajuladores, pois estes dizem somente aquilo que se deseja ouvir.
