Tim Andrews se tornou o 1º humano a receber um rim de porco geneticamente modificado e, posteriormente, a fazer a transição para um rim humano. Ele viveu 271 dias sem necessidade de diálise com o xenotransplante suíno.
O caso representa a mais longa sobrevida sem diálise após o xenotransplante de rim de porco em um ser humano vivo. A pesquisa sobre o caso foi publicada em 3 de setembro na revista científica The Lancet por médicos e cientistas da Harvard Medical School no Massachusetts General Hospital e colaboradores.
Entre os integrantes da equipe responsável pelo caso está o brasileiro Leonardo Riella. Ele é diretor médico de transplante renal no hospital e o principal autor do estudo.
Andrews havia recebido o rim de porco editado geneticamente em janeiro de 2025, sob um programa de Acesso Expandido a Drogas Investigacionais da FDA, a agência regulatória dos Estados Unidos.
O órgão funcionou imediatamente depois do transplante. Um episódio inicial de rejeição mediada por células T foi tratado com sucesso, e nenhuma transmissão de patógenos do porco para o humano foi detectada.
Após cerca de 6 meses, a imunossupressão foi reduzida por causa de uma infecção. Posteriormente, o xenotransplante apresentou lesão microvascular e inflamação que evoluíram para falência do órgão.
Diante dessa situação, Andrews recebeu um rim humano de doador falecido, com funcionamento imediato do enxerto e sem evidências de sensibilização durante o acompanhamento.
