Sabe aquela sensação de estar sendo interrompido a cada dois minutos em meio às suas tarefas do dia a dia? Foi exatamente esse intervalo que pesquisadores da Universidade da Califórnia em Irvine e da Universidade Humboldt de Berlim usaram para testar, em laboratório, o efeito da interrupção constante sobre o trabalho.
No estudo, realizado em 2008, mas que continua sendo referência em pesquisas recentes sobre trabalho remoto e uso de tecnologia, a pergunta central era se o contexto da interrupção importa. Ou seja: ser interrompido por um assunto relacionado ao que você está fazendo custa menos do que ser interrompido por um assunto aleatório?
Por que a mente prende você ao passado mesmo quando ele já acabou?
Livro de Marcela Sperandio celebra reinvenção do ser humano; conheça fábula
Produtividade tóxica gera exaustão e danos à saúde mental, dizem estudos
O resultado surpreendeu os próprios pesquisadores. Reunindo 48 participantes, a pesquisa mostrou que o bloco sem interrupções levou mais tempo (22,77 minutos, em média) do que os interrompidos por assuntos relacionados (20,31 minutos) ou não relacionados (20,60 minutos) ao trabalho, sem diferença no número de erros ou na educação das mensagens.
Já as medidas subjetivas de carga mental, estresse, frustração, pressão de tempo e esforço, foram significativamente mais altas nos blocos com interrupção do que no bloco de referência.
