A urna eletrônica mudou a forma de votar, apurar e divulgar os resultados das eleições. Sua adoção não ocorreu de uma só vez, nem encerrou as discussões sobre o sistema de votação. A implantação foi precedida por décadas de experiências com mecanização e informatização e, desde os primeiros pleitos, esteve acompanhada de debates sobre segurança, fiscalização, transparência, acessibilidade e possibilidades de auditoria. Essa trajetória permite observar não apenas a evolução da tecnologia, mas também as expectativas, dúvidas e aprimoramentos que perfazem a história eleitoral do país.
Utilizada pela primeira vez em larga escala nas eleições municipais de 1996, a urna eletrônica completa 30 anos em 2026. Para marcar a data, a Agência Senado recupera discursos, debates e proposições registrados na Casa nos três primeiros ciclos eleitorais de implantação da tecnologia: a estreia, em 1996; a ampliação do uso, em 1998; e a adoção em todo o país, em 2000. Esses registros mostram o longo caminho que a urna percorreu, de novidade excêntrica a símbolo das eleições no Brasil.
A adoção da urna foi resultado de um processo de modernização do sistema eleitoral iniciado décadas antes. A ideia de mecanizar a votação é mais antiga do que se imagina: já estava prevista no Código Eleitoral de 1932.
A lei falava em “máquinas de votar”, que seriam um dos processos para resguardar o sigilo do voto.
