A China reduziu sua dívida oculta de governos locais em mais da metade em 2 anos, diminuindo o saldo de 14,3 trilhões de yuans (US$ 2 trilhões) para 6,5 trilhões de yuans (US$ 970 bilhões) até o final de 2025, segundo um relatório do Conselho de Estado publicado na última 2ª feira (31.ago.2026).
A forte redução foi impulsionada por um pacote de 10 trilhões de yuans (US$ 1,5 trilhão) lançado no final de 2024 para resolver a dívida oculta, permitindo que governos locais emitissem trilhões de yuans em títulos para substituir empréstimos fora do balanço patrimonial, economizando bilhões de yuans em juros.
A dívida local oculta refere-se a passivos financeiros não contabilizados, contraídos por entidades governamentais locais -principalmente na China- para financiar infraestrutura e obras públicas sem adicioná-los oficialmente aos balanços governamentais.
Embora os riscos da dívida oculta tenham diminuído, Pequim aumentou os empréstimos obrigatórios para amortecer a desaceleração da economia. Isso elevou a dívida pública total do país para 102,5 trilhões de yuans (US$ 15,3 trilhões) no final do ano passado.
A medida elevou a relação entre dívida pública e Produto Interno Bruto para 73,2%, ante 68,7% um ano antes, mas ainda abaixo da média entre os principais países ricos e emergentes do G20.
Este texto foi originalmente publicado em inglês pela Caixin Global em 2 de setembro de 2026. Foi traduzida e republicada pelo Poder360 sob acordo mútuo de compartilhamento de conteúdo.
