Por Emanuel Colombari
Para quem gosta de pesquisar jornais antigos, a edição de A Gazeta Esportiva publicada em 6 de setembro de 1956 tem um quê de raridade, de documento histórico ou de item de colecionador. Naquela quinta-feira, um jovem Pelé era manchete não como um astro consagrado, mas como uma promessa, naquela que seria a primeira capa do futuro astro na publicação.
Então com 16 anos, Pelé havia chegado à Vila Belmiro apenas um mês antes, indicado por Waldemar de Brito - que desde a década de 1940 morava em Bauru, tendo assumido em 1955 o cargo de técnico do Noroeste. Logo de cara, o novato oriundo do Bauru Atlético Clube impressionou nos primeiros testes, a ponto de ser chamado de “uma esperança do Santos” antes mesmo de estrear.
“Pelé é o jovem atacante do Santos FC que, muito cedo ainda, começa a travar contacto com a fama e a glória. Trata-se de um garoto de apenas 16 anos, cujo nome já conhecido em toda a cidade de Santos e mesmo fora dela”, dizia o texto.
“Edson Arantes do Nascimento (esse é o nome completo de Pelé) chegou há pouco mais de um mês aqui, trazido pelo famoso ‘crack’ do passado, Waldemar de Brito. Foi uma sensação a presença de Pelé na Vila Belmiro. Posto a treinar contra os ‘cobras’ e atuando ao lado de outros, não se intimidou e nem se impressionou. Locomoveu-se à vontade, como se fora um elemento veterano, acostumado àquelas e a outras emoções.
