Cerca de 2/3 dos satélites artificiais que orbitam a Terra pertencem a Elon Musk. Ele é o dono da SpaceX. A empresa envia foguetes ao espaço. Os veículos despejam, para cada um dos lançamentos, algumas dezenas de satélites de pequeno porte. Esses objetos formam a constelação de 10.985 satélites da Starlink, outra empresa de Musk, que envia sinal de internet para áreas remotas.
Os dados são do GCAT (Catálogo Geral de Objetos Espaciais Artificiais), mantido pelo astrônomo Jonathan McDowell, e foram atualizados até 20 de agosto. A contagem muda constantemente, conforme novos equipamentos são lançados e unidades antigas deixam de operar.
Musk lidera a corrida global para ocupar a órbita baixa da Terra. Cientistas chamam o movimento de Novo Espaço -expressão que vem do termo em inglês “New Space”. É uma maneira de definir a entrada de empresas privadas em um empreendimento historicamente estatal. São companhias que aproveitam o barateamento da operação espacial para fabricar e lançar satélites em grande escala.
O modelo anterior concentrava as atividades em poucos satélites de grande porte, caros e projetados para operar durante muitos anos. Os novos equipamentos, geralmente utilizados para telecomunicações, são menores e distribuídos em constelações. Assim, a perda de uma unidade é compensada pelas demais. Em algumas redes, como a Starlink, os satélites também se comunicam entre si por sinais ópticos, formando uma espécie de malha no espaço.
