Ao dirigir por uma estrada litorânea no sul do Líbano, as bandeiras do país e do Hezbollah que margeiam a via dão lugar, de repente, a bandeiras de Israel.
Logo surge um posto de controle israelense, onde soldados montam guarda nas varandas de casas crivadas de estilhaços.
E então, a paisagem torna-se plana: vilarejo após vilarejo, casa após casa, reduzidos a escombros.
É assim o Líbano sob ocupação israelense.
Irã alerta EUA sobre ataque israelense a área do Hezbollah no Líbano
Irã faz alerta aos Estados Unidos caso Israel atinja o Hezbollah
Israel vai libertar cinco presos libaneses como parte de negociações
A CNN obteve acesso raro ao acompanhar um comboio de moradores autorizados a transitar por aquele território ocupado para chegar às suas casas em três vilarejos de maioria cristã.
Eles foram poupados do destino dos vilarejos muçulmanos xiitas vizinhos, que agora parecem uma terra arrasada.
Israel invadiu o sul do Líbano em março, depois que o Hezbollah, um grupo militante xiita libanês apoiado pelo Irã, retomou os ataques contra Israel para vingar o assassinato do Líder Supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei.
Desde então, as forças armadas israelenses ocupam uma faixa de território com cerca de 10 quilômetros de profundidade para estabelecer o que chamam de “zona de segurança”, visando proteger os moradores do norte de Israel da ameaça de ataques com foguetes do Hezbollah.
