Por Eduardo Santos, vice-presidente sênior da EF e presidente do conselho do MOVER (Movimento pela Equidade Racial). O Brasil enfrenta hoje um desafio que vai além da educação: trata-se de uma questão de competitividade e inclusão econômica.
Em um cenário global marcado pelo avanço acelerado da inteligência artificial, pela digitalização dos processos e pela crescente integração das economias, a capacidade de se comunicar em inglês tornou-se um requisito básico para participação ativa no mercado de trabalho.
Ainda assim, o país segue distante desse patamar. Dados do Índice de Proficiência em Inglês da EF (EPI) 2025 colocam o Brasil na 75ª posição entre 123 países, com nível considerado baixo. Na prática, isso significa que grande parte da população não consegue se comunicar com fluidez em contextos profissionais mais complexos.
Esse cenário ganha ainda mais relevância diante de uma mudança estrutural recente: a evolução dos agentes de inteligência artificial.
Ao contrário das primeiras aplicações de IA, voltadas ao suporte de tarefas, esses novos sistemas já são capazes de executar fluxos completos de trabalho, analisar informações e apoiar decisões. Isso eleva a produtividade, mas também redefine o papel das pessoas dentro das organizações.
Se antes o diferencial estava na execução, hoje ele está na capacidade de interpretar, comunicar e conectar ideias.
