As regras da Família Real espanhola para casamentos exigem hábitos restritos por parte dos pretendentes. A princesa Leonor de Bourbon, herdeira do trono espanhol, precisará seguir um conjunto de regras antes de oficializar qualquer união matrimonial.
Caso ela se case contrariando uma decisão expressa da Realeza, poderá perder o direito ao trono. Além disso, qualquer filho originado dessa relação também será retirado da linha de sucessão. A Constituição da Espanha estabelece que o casamento da herdeira do trono requer aprovação explícita do Rei e das Cortes Gerais, o Parlamento espanhol.
A escolha do parceiro envolve interesses que não são apenas românticos, mas sim de estabilidade social e de preservação da imagem pública da monarquia perante os cidadãos.
Se o escolhido do coração da princesa for um plebeu, o casamento em si não garantirá os direitos constitucionais da realeza ao futuro marido, somente um título honorário. Ao se tornar Rainha, o esposo de Leonor se tornaria um Rei Consorte, sem expressividade em decisões políticas nem poderes de chefe de Estado. Esta regra segue o ordenamento jurídico espanhol, especificamente o Real Decreto 1368/198.
O caso é semelhante ao casal real em vigência: o Rei Felipe VI se uniu a então plebeia e jornalista Letizia Ortiz, em 2004. Com a ascensão ao trono em 2014, após abdicação do Rei Juan Carlos I, a esposa de Felipe recebeu o título de Rainha Consorte.
