Caixão temático no formato de guitarra sendo produzido em Gana
Olympia Maismont/AFP
O músico ganês Frederick Teiko Ofori passou grande parte da vida com uma guitarra nas mãos. Quando morreu em um acidente de trânsito, sua família decidiu que o instrumento deveria acompanhá-lo em sua última viagem. Por isso, o caixão dele foi construído na forma de uma enorme guitarra.
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O caixão chamou a atenção em seu funeral, realizado em Adjen Kotoku Amoama, nos arredores de Acra.
Mas isso não é incomum no país. Em Gana, especialmente entre as comunidades do povo Ga dos arredores da capital, os chamados caixões "figurativos" ou "de fantasia" proporcionam despedidas criativas e, ao mesmo tempo, íntimas.
Pescadores são enterrados em enormes peixes ou canoas do tamanho de uma pessoa; agricultores, em vagens de cacau; motoristas, em carros; e figuras religiosas, em Bíblias.
Caixão no formato de siri foi feito para homenagear um pescador em Gana
Olympia Maismont/AFP
Ofori deixou uma família jovem, que incluía, além da esposa, um bebê nascido apenas uma semana antes do funeral, e uma trajetória musical interrompida de forma abrupta.
Mesmo após sua morte, porém, a guitarra continuou sendo parte de sua identidade.
Em Gana, caixões personalizados contam a história de quem morreu
