Era setembro de 2018, quando o então candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PL) levava uma facada durante ato de campanha eleitoral, em Juiz de Fora (MG). O golpe de Adélio Bispo de Oliveira marcou o 1º ataque contra um postulante ao Palácio do Planalto.
O agressor foi enquadrado na Lei de Segurança Nacional por “atentado pessoal por inconformismo político”. A legislação determina pena de reclusão de 3 a 10 anos. Em caso de lesão corporal grave, sobe para 20.
Adélio Bispo, à época com 40 anos, foi submetido a exames psiquiátricos depois do atentado a Bolsonaro. À época, o parecer foi de transtorno delirante persistente, o que o tornou inimputável -ou seja, legalmente incapaz de responder criminalmente pelos atos.
Por isso, em vez de pena de prisão, a Justiça determinou que Adélio fosse internado em regime de medida de segurança. Desde a sentença, ele está na Penitenciária Federal de Campo Grande (MS), em uma unidade de segurança máxima, com internação psiquiátrica e isolamento rigoroso.
A internação deve perdurar até que Adélio complete 60 anos -hoje com 48, o prazo se estende até 2038. Ele segue recusando tratamento e mantém a versão de que agiu sozinho.
LOBO SOLITÁRIO
Dois dias depois do atentado, a Justiça autorizou a quebra de sigilo dos 4 celulares e do notebook que estavam com Adélio Bispo. Em 28 de setembro de 2018, a PF concluiu que ele havia agido sozinho.
