O ministro da Fazenda, Dario Durigan, completará 6 meses no cargo em 20 de setembro de 2026. Houve piora em indicadores fiscais no período.
A DBGG (dívida bruta do governo geral) chegou a R$ 10,9 trilhões em julho. Equivale a 82,5% do Produto Interno Bruto. Trata-se do maior patamar do 3º mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Está 0,6 ponto percentual acima em relação a março, quando Durigan tornou-se ministro.
A dívida havia chegado a 87,7% em outubro de 2020, no governo de Jair Bolsonaro (PL). Os gastos públicos aumentaram durante a pandemia. Entretanto, depois disso, a dívida caiu. Em dezembro de 2022, último mês de Bolsonaro como presidente, estava em 71,7% do PIB.
Já a dívida líquida atingiu 69,1% do PIB em julho, o que representa um recorde na série histórica, iniciada em dezembro de 2001. Está 2,4 p.p. acima do patamar de março de 2026. O indicador inclui débitos do setor público descontados ativos, como as reservas internacionais.
COLCHÃO DA DÍVIDA
O colchão de liquidez aumentou. Era suficiente em março para cobrir 5,7 meses de vencimento da dívida do governo. Em julho, chegou a 7,8 meses.
Trata-se de uma queda recente em comparação a maio, quando o índice chegou a 9,1 meses.
RESULTADO ESTRUTURAL
O resultado estrutural medido pela IFI (Instituição Fiscal Independente) do Senado tornou-se negativo no 3º mandato de Lula. Durigan entrou no Ministério da Fazenda em junho de 2023 como secretário-executivo.
