Há 8 anos, o então candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PL) era esfaqueado durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG). O episódio comprometeu a saúde do político -sequelas que se arrastam até hoje- e deu a ele um capital político que ainda tenta explorar, mesmo condenado e preso.
O ex-presidente chega aos 8 anos da facada em prisão domiciliar humanitária, cumprindo pena de mais de 27 anos pela tentativa de golpe de Estado, tramada em 2022 e 2023. A saúde debilitada é, em parte, sequela daquele 6 de setembro de 2018, segundo relatos médicos e da própria família.
O BRASIL EM 2018
Naquele ano, o Brasil emergia de uma das maiores crises políticas de sua história recente. O processo remonta a 2014, quando o candidato derrotado Aécio Neves (PSDB) questionou o resultado das eleições que reconduziram Dilma Rousseff (PT) à Presidência.
A partir daí, 2 episódios mudaram a dinâmica do país: o impeachment de Dilma em 2016, que cristalizou a polarização nacional, e as consequências da operação Lava Jato, que atingiu a cúpula da política brasileira. PT, PMDB, PP, PSDB -todos os grandes partidos enfrentaram crises e prisões de líderes. O vácuo abriu espaço para outsiders, categoria em que Bolsonaro, apesar de 27 anos na Câmara dos Deputados, conseguiu se encaixar.
O quadro se consolidou em abril de 2018, quando a prisão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tirou da disputa o favorito nas pesquisas e abriu caminho para a ascensão de Bolsonaro.
