Os eventos climáticos extremos deixaram de ser uma preocupação exclusiva das grandes empresas. Cada vez mais, enchentes, secas, queimadas e ondas de calor afetam diretamente micro e pequenas empresas, provocando interrupções na operação, aumento dos custos, problemas logísticos e queda no faturamento.
Um levantamento do Fundo de Impacto Estímulo, realizado com mais de 300 empreendedores do Rio Grande do Sul, aponta que 77% não se sentem totalmente preparados para novos eventos e que 93% pediriam crédito para usar com medidas protetivas.
Os participantes da pesquisa fizeram parte da 1ª fase do Fundo Retomada RS, iniciativa específica montada pelo Estímulo junto a grandes lideranças, - como a FEDERASUL e Sebrae -, para ajudar com agilidade e facilidade a tomada de crédito produtivo em um momento caótico, durante as chuvas que impactaram o estado em 2024.
As constatações guiaram as decisões da 2ª fase do fundo, onde foi anunciado que serão disponibilizados mais R$ 30 milhões para ajudar as MPEs locais com foco em resiliência climática. A nova fase do fundo recebeu R$ 5 milhões do Instituto Helda Gerdau, liderado por Beatriz Johannpeter, que se dedica a promover iniciativas de transformação social. E também R$ 1 milhão da família Nestor de Paula, fundador da Azaleia.
Lucas Conrado, CEO do Fundo de Impacto Estímulo, reforça que para o pequeno empreendedor, resiliência climática começa muito antes da tragédia.
