Os ataques às urnas nas Américas durante eleições e em campanhas eleitorais ao longo de 2026 mostraram que a democracia na região ainda convive com a memória do autoritarismo. A ofensiva contra os sistemas de votação vem tanto da direita quanto da esquerda.
Em alguns países, autoridades questionam a segurança do voto ou colocam em dúvida os resultados das urnas, sem apresentar evidências de fraude. Em outros, o problema é mais profundo: instituições eleitorais são pressionadas, opositores são impedidos de disputar eleições ou a própria competição política é restringida.
No Peru e na Colômbia, candidatos presidenciais de esquerda levantaram acusações de fraude, após saírem derrotados das urnas. Não há, no entanto, nenhum indício de irregularidade e, em ambos os países, as eleições foram validadas e os novos presidentes tomaram posse;
Nos EUA, Donald Trump vem reiteradamente tomando medidas para limitar o voto pelo correio, além de repetir sem provas que a eleição em que saiu derrotado para Biden, em 2020, foi fraudada;
No Brasil, o candidato a presidente Flávio Bolsonaro chegou a repetir alegações falsas do pai (já desmentidas pelo TSE) contra as urnas.
Urnas sob ataque nas Américas: o que explica a ofensiva de políticos contra o sistema eleitoral na região
