Com as pesquisas que mostram uma aproximação entre as intenções de votos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), a campanha petista vê a corrida eleitoral em um “novo momento”, enquanto o entorno do senador espera assumir a dianteira após o dia 7 de setembro.
A campanha de Lula admite que a crise no STF (Supremo Tribunal Federal) e vazamentos de investigações sobre o filho do presidente Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, e seu ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana, o Marcola, vêm dando o tom da disputa eleitoral.
Aliados do presidente veem a eleição indefinida em meio a este cenário e voltam atenções a calibrar uma reação. A principal estratégia é ressaltar Lula “presidente”, uma figura institucional e experimentada capaz de conduzir o país no momento de crise institucional, segundo fontes.
Apesar disso, a campanha avalia que as eleições começam de fato com o início da propaganda na TV e rádio, quando as menções ao pleito aumentam nas redes. E destacam que nesta “nova fase” Lula ainda aparece marginalmente à frente nas principais pesquisas, tanto no 1º quanto no 2º turno.
Já a campanha de Flávio trata as sondagens com otimismo e mira ultrapassar Lula nas intenções de voto após o feriado de Independência. O PL prepara um ato na Avenida Paulista e crê que o evento será potencializado por revelações sobre o ministro do STF Alexandre de Moraes.
