O Brasil vive hoje um cenário de alerta envolvendo a busca pelo emagrecimento. Chegou às farmácias brasileiras na última terça-feira (1º) a Semavy, caneta emagrecedora a base de semaglutida. O produto se junta a uma série de medicamentos voltado ao tratamento de diabetes tipo 2 ou obesidade, como o Ozempic e o Mounjaro.
Mas, você realmente sabe quais são os efeitos do emagrecimento no sistema fisiológico?
Segundo o médico Fábio Miranda Ribeiro, especialista em cirurgia geral, endoscopia digestiva e nutrologia, o cérebro recebe informações de que houve uma redução das reservas de energia e pode reagir aumentando sinais relacionados à fome, modificando a sensação de saciedade e contribuindo para uma redução do gasto energético.
Anteriormente o cérebro estava acostumado com uma rotina e com um sistema diferente do que ele tem agora. Por este motivo, é normal que, após deixar de utilizar medicamentos para emagrecer, o usuário volte a sentir muita fome ou tenha muita energia para gastar.
“O organismo entende que houve uma redução das reservas energéticas e passa a tentar recuperar esse estoque. Isso não acontece por falta de força de vontade, mas por mecanismos fisiológicos de defesa”, explica o médico.
Não é apenas o aumento da fome, mas a disponibilidade muda. É normal que a pessoa se sinta mais leve. Isso acontece porque o corpo precisa de menos energia para realizar algumas atividades do que quando gastava com um peso maior.
