Exibido no Festival de Veneza neste sábado (5), o filme “Primetime” explora a fronteira tênue entre jornalismo e entretenimento, disseram seus criadores, buscando inspiração no universo televisivo do programa “To Catch a Predator”, da NBC.
Robert Pattinson estrela o filme, que é inspirado nos anos em que o apresentador norte-americano Chris Hansen comandou a série investigativa que confrontava suspeitos de pedofilia usando iscas, câmeras escondidas e operações policiais cinematográficas gravadas para a TV.
O diretor Lance Oppenheim disse ter ficado fascinado com a forma como o programa misturava um perigo real com cenários cuidadosamente construídos, nos quais atores se passavam por crianças para atrair predadores masculinos para uma emboscada televisiva.
“Eles se chocaram com uma situação extremamente real e extremamente perigosa”, disse ele em coletiva de imprensa no Festival de Veneza.
“O próprio programa é mais estranho que a ficção”, afirmou Oppenheim, que faz sua estreia em um longa de ficção após anos como documentarista.
Desafios de atuação para Pattinson
O filme mostra a ascensão movida pelo ego de Hansen dentro da NBC, enquanto sua vida pessoal parece ruir à medida que ele próprio entra na mira de um jornalista de tabloide.
Hansen, que assistiu apenas ao trailer, criticou publicamente o filme, chamando-o de “totalmente inventado”. Pattinson adotou um tom conciliador ao ser questionado sobre as declarações. “Obviamente, espero que ele goste do filme”, disse.
