A trégua de um mês nos combates entre o Irã e os Estados Unidos terminou nesta semana com uma nova troca de tiros, levando a região de volta a um perigoso, e potencialmente insustentável, impasse militar.
As Forças Armadas dos EUA atacaram o Irã novamente na terça-feira (1º), levando Teerã a atacar a Jordânia, o Bahrein e o Kuwait, desafiando um alerta do presidente Donald Trump de que qualquer retaliação faria o Irã ser “atingido com muito mais força”.
Os ataques foram limitados, ao contrário dos confrontos mais intensos ocorridos há pouco mais de um mês. Segundo especialistas, isso indica que nenhum dos lados está disposto a voltar a uma guerra em grande escala.
“Até agora, ambos têm concentrado seus ataques, em grande medida, em alvos militares, e não em alvos civis ou de energia. E, apesar das ameaças feitas por altos funcionários iranianos, Teerã não retomou os ataques contra a Arábia Saudita ou os Emirados Árabes Unidos”, afirmou Danny Citrinowicz, ex-chefe da divisão do Irã da inteligência militar israelense, em uma publicação no X.
Ainda assim, a situação atual é perigosa, com margem para erros de cálculo que podem fazer os dois lados voltarem a um conflito total.
Análise: Por que o Irã retomou o confronto com os EUA com ataque surpresa?
