O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), desembargador Luciano Carrasco Falavinha Souza, deu 24 horas para que Deltan Dallagnol (Novo), candidato ao Senado pelo Paraná, explique a divulgação de dados bancários e fiscais sigilosos do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O caso também foi encaminhado ao Ministério Público. O TRE-PR determinou ainda a atribuição de sigilo aos documentos envolvidos no episódio.
Zanin acionou a Justiça Eleitoral depois que informações protegidas foram anexadas ao processo de registro da candidatura de Deltan. Em ofício, o ministro afirmou ter solicitado providências ao presidente do TRE-PR sobre a “violação do meu sigilo bancário e fiscal supostamente cometido em processo que tramita perante aquele órgão judiciário”.
O ministro também encaminhou cópias da comunicação ao presidente do STF, Edson Fachin, e ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para conhecimento e eventuais providências.
Segundo o TRE-PR, o protocolo de documentos no sistema do Processo Judicial Eletrônico é feito pelos próprios advogados das partes, que também são responsáveis por indicar quando o conteúdo deve tramitar sob sigilo.
Os documentos anexados pela defesa de Deltan continham informações financeiras de Zanin, da esposa, do sogro, de uma cunhada e do escritório da família referentes ao período entre 2014 e 2017.
